Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens

agosto 26, 2016

"Quem é quem?"

Mítico jogo da minha infância que tanto adorava! Ainda estes dias me lembrei dele por causa de uma entrevista que vi com este senhor que está na foto em baixo. Faço aqui uma pausa para te propor uma vertente do famoso jogo que referi, mas na versão "Quem é o Quê?". Vendo a foto que dirias que faz profissionalmente? Sem esforços, é o que te vier primeiro à cabeça...

Resultado de imagem para luio onassis

Já está?
Apresento-te Luio Onassis, artista plástico português e não só. Até aqui já estava um pouco espantada com a novidade, mas mais ainda fiquei quando pesquisei sobre a obra dele. 

Ficam as imagens, palavras não saíram porque fiquei de boca aberta...
Resultado de imagem para luio onassis Resultado de imagem para luio onassis

Resultado de imagem para luio onassis Resultado de imagem para luio onassis

Quero o mini, os ténis, os quadros, tudo!

Errei redondamente no jogo do "Quem é o quê?", mas conheci a obra fantástica do Luio Onassis que deve o seu nome a um engano do registo, de OnAcids passou a pertencer à "família" do grande clã americano!

By AV

junho 10, 2016

"Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é...

fado"... Este é o excerto de um dos fados cantados por Amália que tão bem caracteriza a forma como defino o fado. Talvez por isso, tenha tido sempre pouca afinidade e um certo afastamento deste património que é tão português e agora também da UNESCO. Então o que me fez visitar o museu do fado? A exposição do artista Pedro Guimarães que me fascinou desde o momento em que vi imagens das suas obras. No fim, nada me desiludiu, nem sequer o espólio e a música que podemos ouvir ao longo da visita. Na verdade, até aprecio a nova vaga de fadistas que me aproximam cada vez mais da essência do fado e quem sabe me façam entender esta "estranha forma de vida" que é o fado.



 

  





Não vos agucei a curiosidade para visitarem o museu do fado e conhecerem a obra do artista plástico
Pedro Guimarães? Espero ter sido bem sucedida! 

P.S.- Não se esqueçam que podem aproveitar para visitar este museu gratuitamente até às 14h no 1º domingo de cada mês.

By AV54

junho 03, 2016

Até o Darwin quis mudar de vida...

...porque não se sentia satisfeito com a opção que o seu pai escolhera para ele, ser médico. Desistiu do curso quando assistiu à amputação da perna de uma criança de 14 anos, sem anestesia (quem não desistiria). De seguida fez o curso de Teologia, mais uma vez por imposição paternal. Nas horas livres aproveitava para observar a natureza e descrever tudo o que observava com grande detalhe.
Costuma-se dizer que quando o aluno está preparado o mestre aparece. E assim aconteceu, foi convidado (os dois cadidatos anteriores tinham recusado) para fazer companhia ao capitão do navio Beagle (acreditam que havia o molde de um cão da raça beagle na zona inferior da proa?) para que este não se sentisse muito sozinho. O problema foi convencer o pai liberal (ahahahahah) a deixá-lo ir naquela fantástica viagem que serviria para mapear a costa da América do Sul. Depois de muita insistiência e com a ajuda do poder de persuasão do seu tio extravagante, lá conseguiu a permissão do pai para embarcar na aventura que iria mudar a sua vida. Esta viagem durou 4 anos e nove meses e a primeira e última paragens foram em território português na altura, Cabo Verde e Açores, respetivamente.

O resto da história já vocês conhecem, só quis mesmo relatar alguns factos curiosos que às vezes os textos científicos não dão muita inportância e que a mim me chamaram a atenção (este é o meu lado cusco sempre alerta).

Tudo isto tive oportunidade de aprender numa exposição que encerrou a semana passada e que estava patente em Oeiras, no parque dos Poetas. Mais uma vez a eloquência do guia abrilhantou a visita!

Não resisto a contar mais uma cusquice sobre este cientista que tinha base científica de geologia e não de biologia como pensava. Darwin era tão meticuloso nas suas escolhas que fez uma lista de prós e contras antes de casar com a sua amada Emma.


Moral da história, fazer o que gostamos é o segredo de uma vida de sucesso.

AV53























maio 13, 2016

Arte ao virar de uma esquina qualquer

Foi num passeio à minha cidade natal que tive o primeiro fascínio pela arte de rua. Parecia uma criança a quem mostram uma cidade cheia de brinquedos! Senti-me como se estivesse a ver a minha cidade pela primeira vez e fiquei encantada com ela... tudo graças à arte de rua que invadiu as paredes das casas e deu uma nova vida à cidade! E do feio e velho surge o belo e novo. Apreciem as imagens que valem mais que um milhão de palavras.

Covilhã


 






Fundão



Lisboa






Há muito mais por descobrir, vou estar atenta!

AV52

abril 22, 2016

Vamos pôr o Sequeira no lugar certo

Fez-se luz ao lerem o título? Conhecem a causa? Estão curiosos?

Inédito em Portugal, contribuir para comprar uma obra de arte, a pintura "A Adoração dos Magos" de Domingos Sequeira, para que ela possa ser apreciada pelo público no Museu de Arte Antiga. Isto porque o quadro se encontra na posse de um proprietário privado que decidiu vendê-lo por 600 mil euros. 


Como se processa este crowdfunding? Os interessados podem patrocinar os pixeis que quiserem e passam a fazer parte da lista de patronos desta pintura.

Se cada português ajudasse teria que contribuir com 6 cêntimos. E basta isso para poderem fazer parte do resgate desta obra para que possa ser inserido no espólio do Museu de Arte Antiga.

Não conhecia nem a obra nem o artista, mas confesso que presa a esta iniciativa e irei visitar a obra assim que estiver exposta no Museu de Arte Antiga.

Querem participar? Visitem a página http://sequeira.publico.pt/. Boas ofertas!

AV50

abril 15, 2016

Ontem não gostava, hoje quem sabe...

Quem não se lembra de estudar poesia no secundário? Eu lembro-me e bem... admito que não era a minha matéria preferida. Sempre associei a poesia a alguma tristeza e desalento, levando a que nunca sentisse empatia para os ler.
Recordo-me de alguns poemas que, mesmo não me identificando com o conteúdo, ficaram na memória e, recentemente, tenho-os recordado a partir de um cenário ou de alguma situação específica. 
Sem me aperceber, comecei a ver a poesia com outros olhos, olhos de quem, mesmo não se identificando por vezes com o conteúdo, consegue reconhecer a beleza da métrica e a musicalidade das palavras...

Gosto de poesia? Hum... acho que é um amor que começa a despertar em mim...

Sophia de Mello Breyner Andresen lembra-me o mar...

Deixo-vos um poema dela que, mesmo abordando a morte, transparece luz e vida!

Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta 
Continuará o jardim, o céu e o mar, 
E como hoje igualmente hão-de bailar 
As quatro estações à minha porta. 

Outros em Abril passarão no pomar 
Em que eu tantas vezes passei, 
Haverá longos poentes sobre o mar, 
Outros amarão as coisas que eu amei. 

Será o mesmo brilho, a mesma festa, 
Será o mesmo jardim à minha porta, 
E os cabelos doirados da floresta, 
Como se eu não estivesse morta. 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dia do Mar'

AV49

abril 08, 2016

Afinal CR7 não é só uma marca de roupa

Quando vos perguntavam o que queriam ser quando fossem grandes o que respondiam? Eu tinha várias opções, caso alguma delas falhasse, sendo a mais imediata, astronauta! Ainda fiz soltar umas gargalhadas com esta resposta... Felizmente mudei de ideias, só de me imaginar fechada numa nave durante dias ou anos a fio até me dá falta de ar...

Mas o "bichinho" da astronomia ficou e ainda me interesso por assuntos relacionados com o espaço. Por isso deixo-vos com a notícia de uma descoberta feita por uma equipa internacional liderada por um português, David Sobral. A notícia já não é muito fresquinha, mas mais vale tarde que nunca. Esta equipa descobriu a galáxia mais brilhante dos primórdios do Universo e sinais das primeiras estrelas, quando o Universo tinha 800 milhões de anos. Batizaram-na com a sigla CR7 e é 3 vezes mais brilhante que a galáxia que detinha o record de luminosidade, a Himiko.


Vai-se a ver já todos vocês sabiam menos eu...
Descobri também que as ondas gravitacionais têm som! Deixo-vos uma amostra de como soam:



AV48

março 04, 2016

Ditados trocados

Há quem diga que as regras são para serem quebradas e consola saber que temos essa liberdade. Mas há certas coisas que não deviam entrar nesta lista. Um exemplo? Os ditados, pelo menos aqueles que se afastam do sentido original! Pensem um pouco... algum vos surgirá... Eu ajudo:

"Cor de burro quando foge", sabem que cor é essa? Nunca entendi este ditado e afinal foi um desperdício pensar nesse assunto porque o ditado original é "corro de burro quando foge". Agora sim, faz sentido que assim seja!

"Quem tem boca vai a Roma", já ouviram com certeza, mas fico sempre a pensar... e se não encontrar ninguém no caminho para perguntar como se vai para onde quero ir? Talvez o dilema se resolva ao saber que afinal o ditado original é "quem tem boca vaia Roma". Ah, e podem ter a certeza que o farei se for preciso, sou profissional na arte da reclamação!

A expressão "quem não tem cão caça com gato" fará mais sentido se for pronunciada com o seu verdadeiro sentido que nos aconselha que "quem não tem cão caça como gato", ou seja, com a astúcia e a perícia de um gato. Muito mais lógico, sem dúvida!

Alguma vez tomaram água benta? É que eu não e não imagino porque o haveria de fazer... Mas o ditado "presunção e água benta cada um toma a que quer" assim o avisa. Pois detenham-se de o fazer caso já estivessem prestes a cometer tal heresia porque afinal o provérbio original aconselha a que "presunção, água e vento cada um toma a contento".

O povo é soberano no que diz, resgatemos por isso o original! Sejamos os Indiana Jones do ditado perdido :p

AV43

fevereiro 05, 2016

Um dia de princesa

Acabei de escrever o título e já me pus em divagações sobre princesas... que mania esta de sonhar com um tratamento real quando afinal as princesas de carne e osso têm, ou quase sempre, vidas muito tristes e difíceis... No fundo, também elas sonham com uma vida de princesa dos livros infantis, em que no final são felizes para sempre.

Mas não foi para isto que me propus hoje... Queria mesmo era falar-vos de um sítio onde, desde que se entra, nos sentimos transportados para outra época, o Palacete Chafariz d'El Rei. E a comida, bastante boa por sinal, fica para segundo plano, porque o ambiente prende a atenção desde o primeiro minuto. Podem optar por uma refeição, brunch ou visitar para beber um chá.

Cada sala tem uma decoração diferente e os preços são acessíveis. Podia continuar a falar, mas aqui aplica-se a expressão "uma imagem vale mais que mil palavras". Como sou generosa, partilho mais do que uma.





Permitam-se a experimentar e vivam um dia na pele da realeza, ups, um dia como se vivessem no século XIX.

AV42

janeiro 22, 2016

O que não aparece nos manuais de História...

Numa visita guiada à casa dos Bicos, um dos núcleos do Museu de Lisboa, reforcei a convição de que datas e nomes não são realmente o meu forte. Em quase duas horas de informação histórica só fixei os pormenores que os manuais de História não contam...


Resumidamente, a casa dos Bicos data de 1523 e foi mandada construir por D. Brás de Albuquerque, filho do segundo Vice-Rei da Índia. A fachada deste edifício, revestida por pedras em bico que simbolizam diamantes, foi inspirada no Palazzo dei Diamanti em Ferrara (qualquer semelhança com o original é propositada). Os dois andares superiores foram destruídos pelo terramoto de 1755 e pelo incêndio que lhe seguiu, sendo reconstruídos em 1983. Até essa altura o palácio serviu como estabelecimento para guardar e vender bacalhau. Este edifício foi construído em cima da famosa "Cerca Velha" (esta parte da História já estava apagada da minha memória) e com as escavações da década de 80 ficaram visíveis partes da muralha no seu interior.


Ufa, já me safei da parte histórica que está acessível a todos. Agora posso contar o que descobri e que não vem nos livros de História! Cheguem-se mais perto... sabiam que na época dos descobrimentos até os pobres tinham um escravo? Imagine-se... E que havia uma profissão que consistia em recolher os penicos (para mim será sempre um pitó) das casas nobres para depois despejar as necessidades em lugar devido? Isso explica porque esses utensílios eram todos ornamentados e tão embelezados, para que a vizinha cobiçasse o penico alheio! Já o pobre mandava o escravo despejar as necessidades pela janela, o escravo... ainda estou parva com essa. Alguma vez repararam que há edifícios que têm um brasão inclinado? Quer dizer que pertencem a um bastardo... ah pois é, até no pano mais nobre cai a mancha! E era só eu que achava que a Pocahontas era uma personagem fictícia da Disney? Existiu, mas com uma história de vida bem diferente da que foi fantasiada. Já tinha ouvido falar que a origem etimológica de salário provinha da palavra sal, uma vez que esta era a antiga moeda com que se pagavam os ordenados. Para terminar em grande, espantem-se, o tabaco era considerado um fármaco eficaz no tratamento de enxaquecas... como as coisas mudam...


Ficaram curiosos? Marquem uma visita guiada através do site museudelisboa@cm-lisboa.pt. Ficamos encantados com a nossa guia, Paula Antunes, e quem conta a história faz toda a diferença.

AV41

janeiro 15, 2016

Uma gíria muito própria

A pedido de muitas famílias, pronto, de algumas pessoas, vá, de apenas 3, mas muito valorosas, decidi desvendar um pouco do mundo da gíria que se usa na minha terra, a Covilhã.

Tudo começou com a minha chegada à capital do país, Lisboa. Bastou começar a falar e percebi que o meu dialeto não era totalmente reconhecido pelos restantes... 

Falando de quando eramos pecarrichos (pequenos), quem não se lembra de que cor era o seu pitó, pergunto eu? O meu era laranja e o vosso? Ah, pois é, vocês cá usam outra palavra para o mesmo utensílio que serve para as crianças fazerem as suas necessidades, o penico! O que eu adorava andar às carrapichas,  pedia a qualquer um, não era esquisita, quanto mais alto fosse melhor. Espera, vocês chamam-lhe andar às cavalitas, não é? Pior do que as fotos em que aparecemos mal-enjorcados (mal-arranjados), são aquelas que as mães insistem em mostrar com orgulho em que aparecemos encarrapatos, os da Covilhã, os restantes estarão nus. Um bocadechinho constrangedor (escusam de me corrigir que na minha terra diz-se assim)... Para os momentos em que nos portavamos mal lá ia uma bolachada bem dada, vulgarmente conhecida por bofetada. Já não levarmos nas nalgas (nádegas) com o chanato era uma grande sorte... ups, sapato, com o sapato.

Se formos para a cozinha o problema continua, porque se falasse em utensílios como a malga (tigela), sertã (frigideira) ou o testo (tampa da panela) não havia quem me acudisse. Ou se fosse expurgar (descacar) batatas e aventar (deitar no lixo) as cascas, ninguém saberia o que tinha feito.

Descubro agora com grande alívio que a maior parte das palavras que me lembrava de usar e que quase ninguém reconhecia fazem parte do dialeto da minha terra natal. Para os mais curiosos podem visitar este site onde encontram mais gíria da Covilhã.




AV40

janeiro 08, 2016

Tradições há muitas!

Chegam as festas de Natal e Ano Novo e aparece o bolo-rei na mesa. Todos os anos o ritual é sempre o mesmo, frutas cristalizadas para um canto, passas fora e o resto marcha tudo! Nunca me questionei sobre a origem deste bolo, mas este ano a verdade revelou-se diante de mim. Já suspeitava que este bolo estivesse relacionado com os reis magos, mas não sabia que a côdea simbolizava o ouro, as frutas, cristalizadas e secas, representavam a mirra e o aroma seria o incenso. Já naquele tempo havia gente casmurra e, para acabar com a discussão de quem era o primeiro a fazer a oferenda, um padeiro decidiu fazer este bolo e colocar uma fava na massa. A quem calhasse a fatia premiada teria a honra de ser o primeiro a dar a sua oferenda. 

Já a tradição das 12 passas à meia-noite terá ganho força em Madrid no final do século XIX. Na Alemanha e França era hábito comer uvas à meia-noite e para que a moda não pegasse em Espanha, a Câmara Municipal de Madrid decidiu criar uma taxa municipal para quem quisesse celebrar dessa forma. Para contornar esta proibição, os espanhóis decidiram celebrar com passas! E a moda pegou.

As coroas de Natal são inspiradas no hábito que os romanos tinham de as colocar nas portas como sinal de as suas casas pertencerem a pessoas com saúde e alegria. Além disso, eram sinal de esperança e mostravam vontade de superar as adversidades.

As luzinhas já são usadas desde os primórdios em que os povos acendiam fogueiras no solstício de Inverno para celebrar a chegada da Primavera.

No fundo somos criaturas de hábitos, há tradições que nunca mudarão.

Um 2016 cheio de sonhos realizados e novas metas para atingir!

Resultado de imagem para Christmas

AV39

dezembro 11, 2015

Afinal a História também mente...

Pronto, aqui vai mais uma confissão daquelas, adoro mitos, descobrir que aquilo em que acreditavamos era afinal mentira. E a nossa História está cheia deles. Mas até compreendo, era uma época em que a TVI ainda não estava no ativo para repôr a verdade :p!

Espantem-se, meus caros, mas afinal o Rei Dom Sebastião não morreu na batalha de Alcácer Quibir, como tão romanticamente se acredita. Reapareceu no ano de 1598 em Itália onde foi preso com a cumplicidade dos espanhóis. Desde aí nunca mais foi visto em parte alguma. 

Sabiam também que o Marquês de Pombal tinha uma bisavó negra, escrava-amante do seu bisavô que era padre? Teria sido um escândalo se descobrissem na altura, visto que naquela época eram exigidos certificados de pureza genealógica aos candidatos à participação pública. Não fica aqui a polémica em torno deste visionário que, pelos vistos, não disse a célebre frase: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos", sendo esta da autoria do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida.

Quem mandou plantar o pinhal de Leiria? Responderam Rei D. Dinis? Se sim, resposta errada! Há indícios que este pinhal era muito anterior ao seu reinado, tendo sido obra sucessiva de vários monarcas antecessores a ele. Ao Rei "Lavrador" coube-lhe o papel de renovador do pinhal, não o de seu criador.

Uma coisa é certa, D. Afonso Henriques não era filho do conde D. Henrique. Mas aqui continuam as dúvidas porque há duas teorias. Na primeira a paternidade é atribuída a Egas Moniz e na segunda a um pastor transmontano a quem Egas Moniz comprou quando se dirigia para Chaves. Não fazia era ideia que D. Afonso Henriques tivesse nascido com uma deficiência congénita nas pernas e que ninguém adivinharia que se pudesse transformar em tão habilidoso cavaleiro.

E será que sabem quem foi realmente Viriato, ou o que trazia a Rainha Santa Isabel no regaço na altura do milagre das rosas? Curiosos? Podem encontrar estas respostas no livro de Sérgio Luís de Carvalho, "Equívocos, Enganos e Falsificações da História de Portugal".

By AV37

novembro 13, 2015

Memória de infância

Há memórias que nos marcam, mas com o passar do tempo deixamos de perceber se a imagem que guardamos é a original ou completamente extrapolada da realidade. Foi numa visita ao Aquário Vasco da Gama, quando era criança, que fiquei fascinada com a visão da lula gigante que estava exposta à entrada. E do resto da visita que recordações ficaram? Nenhuma, não fazia a mínima ideia se teria gostado ou não do resto que tinha visto.

O tempo foi passando e, sempre que me lembrava da respeitosa lula, já começava a duvidar se a minha mente não teria exagerado nas suas dimensões e não passaria afinal de uma banal lula de metro e meio.

Até que chegou o dia em que a curiosidade já era forte demais para continuar na dúvida e lá fui eu revisitar o aquário. Com as expectativas baixas, sim, porque o Oceanário veio elevar muito a fasquia, fui surpreendida com um modesto aquário que afinal tinha muito para oferecer. Senti-me de novo uma miúda no meio de tanto peixe exótico, espécies coloridas e o mais impressionante, as otárias Olívia e Vitinho, ambos uma ternura! Valeu mesmo a pena esta visita, superou sem dúvida as minhas expectativas.


E a lula? Pois é, no meio de tantas maravilhas até me esqueci dela. Lá continuava, com os seus majestosos 8,2 metros , tal como a minha memória se recordava dela...

São momentos como estes que nos mostram o quanto a nossa perceção vai mudando e o que ontem tinha importância amanhã poderá ser completamente insignificante.

AV35

outubro 23, 2015

O Homem em busca de um sentido

Há livros que nos entretêm. E há aqueles que nos ensinam. E um desses livros é "O Homem em busca de um sentido" de Viktor Frankl. Narra a história verídica de um psicoterapeuta que sobrevive a Auschwitz e, através dessa experiência, descobre um método que ajuda a criar um propósito de vida até nas piores circunstâncias. Através da observação de outros prisioneiros começou a perceber porque uns acabavam por sucumbir ao desânimo e outros resistiam às adversidades. E não pensem que é uma história triste ou pesada, muito pelo contrário. É antes um relato cheio de esperança, fé e amor. 

Frankl argumenta que não podemos evitar o sofrimento, mas que podemos escolher como lidamos com ele, encontrar um sentido para ele e seguir em frente com um objetivo renovado.

Leiam este livro simples com uma história que é uma lição de vida e para a vida!

Porque, no final, é tudo uma questão de perceção...

Resultado de imagem para viktor frankl quotes

"Quando já não conseguimos mudar uma situação somos desafiados a mudar a nós mesmos", Viktor Frankl.

By AV32

outubro 16, 2015

Para crentes e nem por isso

Querem conhecer a história de uma das igrejas mais bonitas de Lisboa, a Igreja de São Roque? É constituída por 9 capelas, mas vamos falar apenas da capela de S. João Batista. Foi encomendada por D. João V a dois arquitetos romanos em 1740. Em 1747, acabada a obra, foi montada e benzida pelo Papa Bento IV e novamente desmontada para vir rumo a Lisboa em 3 naus e ser, finalmente, instalada na Igreja de São Roque.

Até dia 25 de Outubro podem visitar gratuitamente, com direito a visita guiada, a exposição: "De Roma para Lisboa: um álbum para o Rei Magnânimo". Conhecerão a história de um documento que "consiste no minucioso registo, escrito e desenhado - concretizado por iniciativa de Manuel Pereira Santos, o último embaixador de D. João V em Roma - das encomendas de obras de arte italianas destinadas a Lisboa (designadamente à Patriarcal e à capela de S. João Baptista)". 

Esta é uma visita muito bem narrada onde irão conhecer as peripécias de um livro que desapareceu misteriosamente. Ressurgiu, muito mais tarde, numa mesa de uma biblioteca parisiense onde estava a ser consultado por uma estudante e que chamou a atenção de um historiador que passava. Imediatamente a obra foi restaurada por nós e admirem-se, hoje é propriedade francesa! Felizmente que a generosidade francesa permite-nos ter acesso, através desta exposição, a 15 dos desenhos que fazem parte do livro.

Ironias à parte, não percam esta oportunidade e vejam com muita atenção as telas que compõem a capela. Será que se tratam de pinturas? Se calhar não...





By AV31

outubro 09, 2015

O que é nacional é bom!

Porque em Portugal há boas ideias e pessoas empreendedoras deixo-vos um site que publicita marcas portuguesas e que se chama assim mesmo, para que não hajam enganos, Marcas Portuguesas!

Por isso já sabem, se querem publicitar um produto vosso podem contactar a empresa. Mas se, tal como eu, gostam de privilegiar o que é nosso dêem uma vista de olhos pelos vários produtos que os portugueses andam a oferecer.

De A a Z, têm desde a filha, a mãe e a avó que vendem bolos dentro de um frasco, ou uma marca de óculos de sol, a Boo, que trava a destruição do delicado ecossistema do nosso planeta aproveitando o bambu como matéria prima para as suas criações, e há também os que se lembraram de vender compotas em bisnaga, os meia dúzia.

Aqui também se descobrem marcas pioneiras, como a Beeverycreative, que é o primeiro fabricante português de impressoras 3D.

Explorem este conceito, vão ficar surpreendidos com a criatividade do nosso país!

By AV30


setembro 25, 2015

Repor a verdade na Língua Portuguesa

Já deu para perceber num post anterior o quanto sou fascinada por descobrir mitos da Língua Portuguesa!

E está disponível mais um livro que nos ajuda a escrever melhor e a descobrir erros que nem sabíamos que dávamos, o "500 erros mais comuns da língua portuguesa" de Sandra Duarte Tavares.

Dizer que está um dia solarengo está completamente errado, devemos sim substituir a palavra solarengo por soalheiro, já que solarengo está relacionado com os solares, casas de famílias nobres. 

Quem não escrevia açoreano com e levante o dedo? Eu escrevia... e descubro que afinal o correto é escrever desta forma, açoriano!

E sabiam que as siglas não têm plural? Eu não! Um DVD, dois DVD, três DVD e por aí fora...

Se evacuar significa esvaziar, está incorreto dizer que as pessoas foram evacuadas. Por isso, deve dizer-se: "A aldeia foi evacuada e as pessoas foram retiradas".

E a cereja em cima do bolo, a palavra despoletar costuma ser usado com o sentido de desencadear e está incorreto, porque quer dizer retirar o gatilho. Por isso, quando dizemos: "A leitura da carta despoletou uma reação no leitor" deveria, sim, usar-se a palavra espoletou!

Depois disto dá mesmo vontade de parafrasear Fernando Pessa, "E esta hein?" 

500 erros mais comuns da língua portuguesa

By AV29

setembro 15, 2015

Um tesouro em Cascais

Quem nunca passou por Cascais e teve vontade de explorar a casa amarela acastelada e com ar fantasioso que se vislumbra da ponte que dá acesso à cidadela?


Tudo o que é envolto em mistério desperta sempre a minha curiosidade e lá fui eu descobrir a história deste lugar. E se o exterior já me agradava tanto, o interior superou as minhas expectativas! 
Este edifício, antiga Torre de S. Sebastião, trata-se do Museu-Biblioteca Condes Castro Guimarães e data de 1900. Teve como segundo proprietário o Conde Castro de Guimarães que o doou ao povo de Cascais, em conjunto com o jardim que o circunda. 
No interior podemos encontrar uma decoração que é o reflexo da paixão que o proprietário tinha  pela arte em geral, e em especial pela música, tendo reunido um vasto acervo de pintura, escultura, ourivesaria, porcelana da China, mobiliário, azulejaria, entre outras peças.

Deixo-vos um cheirinho do que podem encontrar no interior, mas aproveitem para visitar este espaço e façam-no com visita guiada.

Resultado de imagem para museu condes de castro guimarães

Entrem no mundo fantasioso da Torre de S. Sebastião e deixem-se levar pela imaginação.

By AV28