agosto 06, 2015

Eu "cusca" me confesso...

Quando ouço expressões do género "queimar as pestanas", "sem pés nem cabeça", "favas contadas" ou "é pior a emenda que o soneto" questiono-me sempre sobre a origem e qual o sentido dessa mesma associação. E fico mesmo com a pulga atrás da orelha! 

Mas o livro "Puxar a brasa à nossa sardinha" de Andreia Vale veio finalmente saciar a minha curiosidade e dar uma nova perspectiva às expressões que tão vulgarmente usamos no dia a dia, eu pelo menos uso e abuso!


Deixo-vos alguns exemplos só para vos abrir o apetite:

- A expressão "queimar as pestanas" está associada aos estudantes que em tempos antigos usavam velas e lamparinas para estudar. Ao se aproximarem dos livros para lerem melhor acabavam mesmo por queimar as pestanas! Bons tempos os nossos...

- Já a expressão "surdo como uma porta" remonta à antiguidade clássica e aos costumes romanos em que as figuras dos deuses Lares e Penates eram estrategicamente colocados num altar atrás da porta. Se as preces não eram atendidas diziam que só podia ser porque a porta sofria de surdez.

- A origem da expressão "favas contadas" vem da Grécia, durante o Império Romano e até mais tarde, em que as favas eram usadas em votações. Uma fava branca significava um voto a favor e uma fava preta um voto contra.

Espero que tenham ficado com "água na boca" e por favor "não façam ouvidos (neste caso será mais olhos...) de mercador" e leiam o livro!

By AV22

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